Um piscar de olho ao futuro

Na noite de ontem, o jogo decisivo da final da Proliga, com a sagração do Dragon Force como campeão perante um Illiabum que combateu o seu adversário até ao fim, foi um piscar de olho ao que pode ser o futuro do basquetebol português.

Miguel Queiroz

Miguel Queiroz no momento da decisão

Com um pavilhão muito bem composto, onde uma elevada percentagem dos espetadores eram jovens e crianças, criou-se desde cedo o ambiente propício para um grande espetáculo. Para aqueles que não puderam assistir ao jogo in loco, a transmissão televisiva do Porto Canal oferecia uma fiel imagem do que se ia passando no campo e nas bancadas.

O equilíbrio entre as duas equipas, como sempre ficou bem patente durante a temporada, também ajudavam à festa. No entanto, durante o jogo, o marcador viveu numa espécie de carrocel, com o Dragon Force a entrar mais forte, o Illiabum a recuperar e a alcançar uma vantagem que parecia inalcançável e os portistas a voltarem ao jogo no último período para garantir uma vitória nos segundos finais.

De cada lado do campo, dois projetos de jogo muito consistentes e apostados em retirar dos jogadores aquilo que de melhor estes podem oferecer. Esqueçam as ideias de que os jogadores portugueses não são ricos taticamente, não sabem defender ou preferem jogar num ritmo lento. O Dragon Force – Illiabum combateu todas as ideias feitas que possam existir sobre a modalidade no nosso país.

Mais, no campo estavam alguns jogadores com larga experiência na nossa Liga, como são o caso de João Figueiredo ou Mário Gonçalves, bem como outros atletas que ainda completam a sua formação. O justo equilíbrio entre conhecimento e experiência com rebeldia e agressividade competitiva podem ser vistos como marcas do trabalho que, quer Moncho Lopez, quer Pedro Nuno, vão fazendo nas suas equipas.

Deste jogo também não restam dúvidas de que atletas como Pedro Bastos, João Torrié, Miguel Queiróz ou JP Fernandes merecem ser acompanhados e valorizados no seu trabalho desta temporada, integrando-os, desde já, no grupo que acabará por ser referência para a nossa seleção no próximo futuro.

Era bom que desta experiência se retirasse o ensinamento necessário para que o espetáculo, o entusiasmo, a aposta num estilo de jogo que favorece os nossos atletas e a sua boa comunicação possam ser a forma regular de viver o basquetebol em Portugal. O mais difícil – provar que não era impossível – já foi feito.

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