Semana 5: Para onde vamos?

treinador

Uma coisa podemos ter certa: formar demora o seu tempo. Formar uma pessoa, formar um atleta, formar uma equipa. Começar a temporada oficial é dar de caras com isso mesmo. Com o tempo que tudo demora. Porque se, para formar uma pessoa, sabemos que trabalhar todos os dias é o único caminho, para o fazer com um atleta ou uma equipa não será muito diferente. Tem tudo que ver com o tempo que nos faz medir as coisas.

O primeiro lugar onde queremos chegar é a ter uma equipa. Um conjunto de jovens que sejam solidários entre eles e com os objetivos delineados, possa ser uma vitória, um número de pontos marcados, alguns gestos técnicos conseguidos. E a equipa existe, apesar de numa idade em que a individualidade está muito marcada, a consciência da necessidade que temos uns dos outros está lá.

Para termos atletas, vai demorar um pouco mais. A disponibilidade física é, ainda, a grande parte do que cada um deles pode dar, sendo que aqui e ali começamos a perceber os sinais da inteligência de jogo e, sobretudo, de inteligência emocional. O jogador que apoia os outros, aconteça o que acontecer, o jogador que sabe ler as situações, por complexas que elas ainda lhe possam parecer.

Vai demorar mais tempo até termos pessoas. Mas, em última análise, é para aí que queremos ir. Ter pessoas conscientes do trabalho que é preciso desenvolver para o seu futuro e, se tivermos sorte, para o futuro do basquetebol. Chegar a formar uma pessoa que seja que consiga, daqui a uns anos, perceber o que é certo e errado de se fazer com um grupo de outros jovens que ambicionem, também eles, a jogar basquetebol.

Porque, uma vez mais, a disponibilidade física pode selecionar-se. Mas é preciso alimentá-la de gestos técnicos corretos, consciência da importância de testar os seus limites e aumentá-los, jogo a jogo, treino a treino, em todas as ocasiões. Se nós não formos capazes de formar pessoas assim – e talvez uma boa explicação para o ponto em que se encontra o nosso basquetebol esteja aí mesmo -, então não conseguiremos inverter um destino de mediocridade. E essa é a guerra que estamos aqui a combater.

Amanhã há treino!
Luís Cristóvão

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