Semana 13: O minibasquete

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Terminada a segunda fase do nosso campeonato, tivemos direito a uma semana de folga antes que se inicie a terceira fase. No que toca ao treino, optou-se por reforçar algum trabalho físico e técnica coletiva e individual, dando às práticas um elevado pendor competitivo. A ideia passou por tentar reforçar algumas das nossas ideias base e fazer crescer a confiança nos nossos pequenos jogadores para o regresso aos jogos na próxima semana.

Mas, por estes dias, não poderia deixar passar a comemoração organizada pelo Planeta Basket sobre os 50 anos do Minibasquete em Portugal, para a qual contribui com este pequeno depoimento. E refletir um pouco sobre o trabalho que é feito com os jovens que chegam à modalidade em tão tenra idade.

Hoje de manhã estive num convívio com os mais jovens jogadores da nossa equipa – estando numa equipa de Sub-14 com muitos jogadores de primeiro ano e alguns minis, coincidimos nestas tarefas. A tónica essencial destes convívios é o divertimento à volta do jogo, sendo que os rapazes e raparigas que connosco viajaram o fizeram na lógica do passeio, onde jogar basquetebol é um extra. Ao mesmo tempo, esta é também uma oportunidade de se medirem competitivamente com outras crianças, de lugares diferentes, perspetivando aquilo que poderá ser o seu futuro imediato quando, no próximo ano, vários deles passarem a estar no escalão de Sub-14.

Neste capítulo, há uma clara divisão do grupo entre aqueles que estão no basquetebol pelo divertimento e, muito provavelmente, continuarão a estar nos próximos anos de prática, e os outros, os que estão porque gostam de competir e vêem na modalidade uma conexão com essa paixão por jogar para ganhar.

Como devemos nós lidar com esta divisão dos grupos e, essencialmente, como os preparamos para o projeto competitivo de subirem de escalão? Há uma enorme percentagem de trabalho que estamos a fazer, esta época, nos Sub-14 que competiria fazer no Minibasquete e ignorar isso é condenar os jovens mais competitivos e com maior capacidade de evolução técnica a surtos de desmotivação.

Educar para a excelência é bem diferente de jogar para ganhar, algo que no Minibasquete não faz sentido. Mas obriga a que treinadores e dirigentes compreendam a necessidade de criar as condições para atingir essa excelência, disponibilizando mais e melhores meios para treinar e jogar, colocando objetivos e fazendo desafios constantes às capacidades dos miúdos, atraindo e envolvendo os mais capazes em tarefas mais exigentes, como proporcionar a sua passagem aos treinos do escalão acima.

Educar para a excelência é perceber que cada ser humano tem a sua especificidade e que não há que ter medo de “queimar as etapas” necessárias para lhe proporcionar o melhor aproveitamento do seu caminho. Não é o nosso basquetebol que precisa disso. São aquelas crianças, desejosas de crescer, que o exigem.

Segunda-feira há treino!

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