Atletas masculinos no estrangeiro – outra realidade

betinho

Depois de termos feito o levantamento das atletas femininas, cabe agora organizar os dados para os atletas masculinos. A realidade é radicalmente diferente. Para já, devemos fazer a ressalva que, para o caso dos jogadores masculinos, existem maiores dificuldades para cobrir todos os jovens portugueses que atuam no estrangeiro, já que havendo nota da estada de atletas em academias europeias, é muito provável que nem todos estejam indicados nesta recolha. Por isso, desde já, as nossas desculpas.

Analisando os dados, encontramos 16 atletas referenciados, com o caso de João “Betinho” Gomes a ser o elemento de destaque na recolha, dado jogar na Liga mais importante do basquetebol europeu. Igualmente a um bom nível está outro internacional português, Fábio Lima, que atua também no país vizinho, na LEB Oro. Ainda na Europa, em França, está Miguel Maria Cardoso, a jogar no terceiro nível competitivo, enquanto Arnette Hallman e Filipe da Silva estão, agora, no quarto nível daquele país.

No que toca a atletas a jogar nos Estados Unidos, encontramos cinco nomes. Daniel Relvão será a nossa principal referência, no próximo ano, quando estiver a jogar em Valparaiso, da NCAA I. Ruben Silva treina, atualmente, com a equipa de South Dakota State, mas não está inscrito. Óscar Pedroso joga no segundo nível da NCAA e Cândido Sá e Luís Câmara dão os primeiros passos no basquetebol norte-americano à busca de sorte.

Captura de ecrã 2014-11-30, às 20.45.22

ATUALIZAÇÃO: Outros jogadores em atividade no estrangeiro:

Filipe Von Haffe – Grupo Inec Queso Zamorano – EBA A – Espanha

Gonçalo Stringfellow – Northwood University (FL) – Junior Varsity Team/NAIA – Estados Unidos

O facto dos nossos escalões de formação não disputarem a Divisão A de nenhum Campeonato Europeu desde 2007, com uma equipa de Sub-16 que teve em Miguel Queiroz o jogador que melhor comprovou algum potencial, é demonstrativo do nível do basquetebol no masculino e também fere as possibilidades de alguns atletas poderem mostrar-se aos olhos dos scouts das Universidades Norte-Americanas. Para além disso, no basquetebol masculino, há em Portugal projetos que acolhem e gratificam os nossos melhores talentos, acabando por ser uma opção cómoda para os frutos da formação.

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